kaiunionbrasil.com / fanbase brasileira dedicada a kim jongin

Talvez ele soubesse dançar antes de saber seu próprio nome. Força acima da dança, melodia acima da força, ele sentia aquela energia mais do que qualquer outra pessoa. Ele é inocente, e sua atitude diz “não há nada mais no mundo além de meu corpo e a música, então estou livre”. Na medida em que você segue os movimentos de uma única pessoa entre outras doze, como se estivesse a perseguindo, há somente uma pergunta a ser feita: “Por acaso você sabe quem é aquela pessoa? Qual é o nome dela?” Depois de ouvir essa pergunta, muitas vezes pensei no nome “Kai”.

 

É quase conhecimento básico saber que seu nome (Kai) é lido como o caractere chinês ‘yeol gae’ 開 (ele o usou antes enquanto falava sobre ‘Kai mente aberta’). Seu nome verdadeiro é Kim Jongin, e os fãs o acham tão sexy que inconscientemente o chamam de “oppa” e acabam deixando de olhar se possuem idade para chamá-lo assim. Isso não é o tipo de coisa que você sente, mas algo que você aprende. Algo como tocar a campainha antes de se apresentar. No entanto, não vai a essência de Kai um pouco mais longe? Mesmo que seja um pouco abstrato, não seria isso algo prazeroso de se descobrir? Porque estamos todos passando por um período de tempo. Eu pensei em algo enquanto observava Kai se mover em frente à câmera, como em uma dança. O quão longe o rapaz de 24 anos quer chegar?

 

“Quando eu danço? Primeiro, é divertido e agradável quando eu danço. Danço quase como se estivesse inconsciente, mas não estando. Eu não estou preocupado com gêneros. Desde novo, dancei vários estilos musicais, então ao invés de dançar apenas um gênero, é mais como tirar de dentro e usar o que eu precisar quando eu precisar.”

 

Em alguns momentos, estava tudo bem sem música. Deixar meu telefone de lado e assistir a cena de Kai dançando era como música. Música dançante? Balada? Batidas rápidas ou lentas? Que tipo de ritmo? Acho que nada disso era importante. Talvez seja possível, para Kai, dançar em uma floresta apenas com o vento soprando? Até mesmo com o som das folhas encostando uma nas outras. Seu corpo não reagiria aos sons que ele faz enquanto dança descalço sobre as folhas? Como algo que você não pode parar uma vez que se inicia, como se estivesse vestindo sapatos encantados. Não uma dança que você faz porque prometeu, mas uma dança que acontece porque seu corpo se move sozinho e desenha sua própria forma. Talvez esse seja Kai? Ele, indiferentemente, disse que sente algo parecido quando vai ao palco.

 

“Não é tão fácil estar satisfeito em relação a uma performance. Ao invés de dividir em vezes em que é bom (dançar/performar) ou não, existem apenas aqueles dias. Também há uma sensação de se tornar afiado, porque meu foco é intenso. Naqueles momentos parece que estou em um estado de vácuo, como se eu fosse o único no palco e, especialmente quando danço sozinho, às vezes sinto que cada uma de minhas células cria vida e se move. Dói, mas por causa da dor meus sentidos se tornam mais afiados.”

 

“Uma voz baixa. Não é o som emitido ao arranhar algo, mas é definitivamente o som emitido ao pisar no chão. Uma maneira de falar que exala a confiança de ser capaz de começar a correr a qualquer momento, uma vez que está pisando com força. Um rapaz de 24 anos que ri e diz que já pensou “Não existe nada que eu queira, mas seria bom ter uma sala onde eu pudesse praticar em casa”. Em momentos como esse, qual o ponto de ficar mais velho a cada ano? Uma pessoa, antes mesmo de completar 10 anos de idade, consegue aplicar de forma estável o mesmo volume de concentração que outra pessoa passa a vida inteira desenvolvendo. Deve haver quem pense que as conquistas estão acontecendo muito cedo quando comparadas à sua idade. E há quem sinta que isso é um pouco excessivo de acordo com as circunstâncias. Eu posso dizer isso porque não sei de nada. Kai começou a dançar na terceira série da escola primária.

 

“Eu me lembro vagamente. Fui a uma escola de dança de jazz. Lembro apenas de meu pai e eu sentados no fundo assistindo as pessoas dançarem. Mas eles (provavelmente sua família) me falaram que dancei pela primeira vez naquele dia. Depois daquele dia, dizem que eu fui para a escola fazendo chuva ou sol. Fui lá todos os dias. E eu estava realmente feliz enquanto aprendia balé. Acho que foi aí me apaixonei pela dança.”

 

Que diferença existe entre agora não ser mais capaz de lembrar dos momentos Kim Jongin estudante da escola primária, cujo corpo respondeu e experimentou, e Kai do EXO, que estava tão concentrado que não consegue lembrar de nada no momento em que sai de palco depois de uma performance? Não é esse talvez o real momento em que Kai aproveita suas próprias performances? Não foi por isso que ele dançou e cantou assim, antes e agora? O tempo passou rápido em sua memória a partir do momento no qual a criança que amava dançar se tornou um trainee da SM Entertainment, até o momento em que ele se tornou membro do EXO? Por trás dos momentos que encorajamos, quem mais pode estimar o peso do tempo como “Jongin oppa” conhece?

 

“Dança é como comida. Quando olho para trás, é caótico. Dançar e cantar são coisas que venho fazendo todos os dias, então não creio que falte algo. Entretanto, eu acho que estou faltando na própria vida, já que não sei fazer nada além disso (dançar e cantar).”

 

As inúmeras interrogações que surgiram sobre ver Kai em minha frente desapareceram no final por conta dessas palavras. Palavras que são comuns mas difíceis de manter, palavras que apenas uma pessoa que conseguiu através de experiência concentrada pode dizer. É também a linguagem de alguém que sempre olha para trás e se esforça para não estagnar. Kai também disse isso.

 

“Quando estou satisfeito, é como se eu parasse por aí. Houve muitos momentos onde me senti estagnado desde que era um trainee. Wow, momentos nos quais eu realmente não melhoraria. Mas para superar isso, eu apenas praticava sem dizer uma palavra e em dado momento eu percebia que tinha melhorado. Eu diria “Porque não consigo dançar assim?”, e sigo em frente para a próxima dança, mas quando volto para a música anterior, posso fazê-la com facilidade. Havia coisas assim. Se eu treino sem nenhuma resposta, funciona. Se eu cavo sem nenhuma resposta, também funciona.”

 

Hoje em dia também, em dias sem nenhum compromisso, são práticas e práticas consecutivas. Porque ele quer cantar melhor, ultimamente tem praticado “Diamond”, de Miguel (Provavelmente ele quis dizer um mashup de Rihanna e Miguel, chamada “Diamonds/Adorn”, feita por Travis Garland). Ele tem cantado a canção cover por Travis Garland como um guia. “Meus professores provavelmente estão irritados comigo. Eu realmente incomodo eles, porque eles precisam me ensinar.” Por isso mesmo entre o fanclub “EXO-L” do EXO, os corações dos fãs que amam Kai são, sem dúvidas, justos. 14 de janeiro é uma data na agenda para passar tempo junto aos fãs, para celebrar seu vigésimo quarto aniversário.

 

“Gosto de me encontrar com os fãs. Acho que meus fãs são um pouco parecidos comigo. Nossa sensibilidade é forte, e eu acho que há vários lados semelhantes como esse. É algo ao qual sou muito agradecido. Estou feliz. Acho que fico preparado se estiver feliz.”

 

“Até mesmo quando outras pessoas me elogiam, se eu digo não, é não”. Envolvido na capacidade de atravessar a Ásia e o mundo, ele nem sequer sente o estímulo dos outros. Ele fica apenas irritado consigo mesmo quando algo trava, quando algo está estagnado, ou quando uma ideia não surge. Vivendo uma vida que é exposta a uma escala difícil de se estimar, Kai é forte e diz que não sabe mais nada, mas a felicidade sozinha é importante.

 

“Felicidade por si só é alegria e a força motriz da vida. Creio que obter isso (felicidade) não é diferente de obter o mundo.”

Os olhos das pessoas que sabem como falar dessa maneira não vacilam. Não há razão para perambular e evitar também. É apenas uma linha reta que está presa como é, uma energia forte com a força para romper, mas que também é inofensiva. Maturidade é um dom que você encontra ao envelhecer ou transcender, e o tempo de Kai flui sem nenhuma ansiedade/preocupação. Se mantendo de pé mesmo sozinho nesse estado brilhante.

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Créditos: Revista Esquire
Trad. ING: ctrlbeat
Trad. PT-BR: Amanda G. e Bekka @ Kai Union Brasil
Não retirar sem os créditos.

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